Quem procura acha

Felício vivia reclamando. Reclamava do irmão, reclamava do pai, reclamava da mãe, reclamava do chefe, reclamava da mulher que não tinha. Reclamava que não tinha emprego, reclamava do carro que quebrava todo dia. Reclamava da profissão que escolheu, reclamava que estava gordo e com colesterol alto. Reclamava que não corria como os amigos faziam, mas não sabia o por quê. Reclamava da vida. E reclamava de Deus. Pensava que o Criador não dava as mesmas oportunidades que as dos outros. Essa convicção permaneceu na mente do rapaz infeliz até o dia que conheceu Carolina, uma típica mulher brasileira. Negra e contente, mudou Felício. Resistente, ele demorou a perceber que não era um injustiçado. Carolina, professora batalhadora, aos poucos mostrou ao amigo, um branco quase inerte, que era ela que sofria, no dia a dia, humilhações diversas. Mas nunca reclamava. Protestava. Felício deu a volta por cima e mudou, agora ele luta. O bom combate o deixou contente. Agora enfrenta a injustiça, a favor dos indefesos. Começou a mudar o Brasil. O seu Brasil.


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